domingo, 24 de abril de 2011

Memória

E, enfim, aquilo que eu não desejava ouvir (ou dizer) veio à tona, e todo o meu mundo, em um só segundo se esfacelou, caiu sob meus pés descalços, atados. Sem reação, pude ver seu sorriso de escárnio, o dia estava claro e o sol brilhava intensamente em nossos olhos marejados. Queria dizer 'te amo', mas temia estar só. Só, e não poder estar junto. Quando o que eu mais sentia era o cheiro floral do perfume, e a dor q bate ao percebermos que tudo acabou. Será sonho? Fantasia? Não. Apenas um fim, que marca um novo começo. Escrito com mais sensatez e precauções, porém, com a mesma loucura e veemência dos dias sombrios, em que as tardes nunca se vão, o sol nunca aparece, e a vida é mais tranquila. Queria eu, que fosse assim. Vou ler sobre assassinos loucos, escrever porcarias, ouvir músicas idiotas, chorar ao assistir comédias românticas, dormir em cima dos cadernos... Prestar mais atenção aos pequenos detalhes que a vida me entregar. Seja um sorriso verdadeiro, um abraço amoroso, ou um aperto de mão. Assim que esse frenesi de emoções e injúrias passar, vou cantar pra lua, escrever na areia, cheirar as flores (agora mortas) do meu jardim, sentar e pensar que poderia ser diferente, não lamentar, mas pensar... Dizer coisas boas aos amigos, esclarecer a mente, dizer 'eu amo você', a quem REALMENTE merece. E depois disso tudo, se não valeu a experiência, se eu ainda não for feliz... Eu te ligo.