segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em minhas mãos

Eu encontro inspiração e delas faço meu instrumento principal, toco meus acordes dissonantes, viajo pelas cores, escrevo clamores, medito, construo, instruo, me divirto e me vingo. Faço delas minhas armas, meu ganha pão e minha vocação. Usufruo delas assim como elas de mim, reciprocamente. Não faço as unhas (às vezes), não encho de cremes, não sei polir e encerar. Eu estralo a todo momento, roo unha e não dou folga. 
Por vezes meu cérebro, por vezes meus pés, por vezes segura minha vida. Mas nunca confiaria à uma operação, são trêmulas e por vezes sujas. 
Quer saber meu ponto vital?
Eu lhe digo: Minhas mãos!


   

*Quem não se lembra, ou não conta isso de vez em quando?, pelo menos eu tive infância boa e decidi prolongá-la!...Clique no título e sinta essa nostalgia que estou sentindo...