sábado, 27 de agosto de 2011

A medida do amor é amar sem medida

E amar. Amar sem medo, sem dor. Sempre sente-se dor, amar dói. O que é esse amor? Como se explica tal desejo natural, que confunde, ilude, faz chorar, sonhar, esquecer. Faz mudar, melhorar, crescer. De onde vem essa dor que é incurável e infinita. Um sentimento que faz perder os sentidos. O que faz um coração bater tão forte? E o estomago se revirar? A cabeça dar voltas, hiperatividade, inspiração, vontade. Não é ardor, é simples e vago. É como dias em que acordamos felizes apenas por estar vivo, pensar em coisas que nos fazem felizes, é como fazer coisas que há muito desejamos, é como sei lá... Não posso explicar em palavras, amor é isso: é não ter explicação nenhuma, é não ter limites, nem preconceito, nada que possa impedir sua alma, seu pensamento.
Seria capaz de jogar tudo pro alto, só pra tentar ser feliz assim. Sentir esse amor. Saber como é a sensação de ser correspondida, de ser amada reciprocamente. Ou não? O que eu faria? Sei que passo mal, sinto dores, fico visivelmente diferente. Mas até aonde eu iria? Sinto medo em pensar, me arriscar por tão pouco? Ou seria muito pra mim? Seria o bastante? Já me basta o que Platão diria sobre isso. Me conhecer, me entender... São coisas que apenas vivendo a gente aprende, não adianta nenhuma teoria, não adianta sermões, nada, só o que nos resta é esperar pra ver, é rezar para que o sofrimento seja mínimo e continuar assim, sem coerência alguma.


"O prazer do amor é amar e sentirmo-nos mais felizes pela paixão que sentimos do que pela que inspiramos."