quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cor de rosa- Chock!

Começar esse texto com um pronome pessoal seria repetitivo demais. Pode ter certeza que, se até agora, não havia usado nenhum é porque algo estranho aconteceu.
Acabou a criatividade, voltei ao (a)normal. Só me deu vontade de escrever, nem sei do quê. Desenhar, talvez amanhã. Toquei e ficou legal, mas não teve muita graça. Me sinto como aqueles viciados em droga que cada vez necessitam de mais, mais, mais e cada vez mais forte, mais alucinante. Essas coisas eu sentia há um tempo atrás sem muito esforço, agora meu coração aquietado na dor de uma não esperança, na dor de um esquecimento completo, talvez até vingativo, nem dá sombra de razão ou incentivo que meu caro... você não faz ideia.
Marquei aonde estou, achei tão legal. Mesmo que não tenha muita importância são nesses momentos em que a gente para pra pensar besteira, é que aparecem ideias boas, nunca é quando a gente deseja só vem quando não esperamos e no desespero de não deixar escapar a gente passa horas e horas fazendo a mesma coisa, só pelo prazer de ver seu trabalho concluído. Sensação tão sublime que não poderia explicar, só que a sente pra saber. O que você faz que te deixa assim? O que você faz quando ninguém está por perto? Como você utiliza seu tempo? Realiza trabalhos muito importantes pra sociedade? Tudo mentira, é só um ilusão. Você cuida de si mesmo? Ninguém sabe como fazer isso, é só um pretexto pra narcisismo...esqueça por um momento seu cabelo, suas unhas, seu bigode (e o meu também), suas roupas legais, seus livros caros importados de não sei da onde, esqueça também que você é um corpo físico. O que sobra?
Apenas a consciência, e é ela que estou tentando acessar. É nela onde guardamos nossas experiências, nossos sentimentos e etc. Mas sabe que não importa agora, você nem entende isso, eu penso que na maioria das vezes falo sozinha, que o que eu penso só eu vou compreender integralmente. E isso também não importa.
E falei esses dias atrás que o melhor era classificar as pessoas em esclarecidas e ignorantes; no caso, a ignorante sou eu por me fazer muito socióloga, mas as esclarecidas entendem que sua sexualidade, seu ímpeto, seus reflexos, suas cordialidades, suas peculiaridades são únicas e fazem disso sua 'personalidade'. Eu via isso como sendo uma coisa muito falsa, ninguém tem personalidade, todo mundo imita alguém, se inspira em outros, e sempre há os que dizem que não. -Não, eu tenho muita personalidade! Ah, tudo lorota, conversa pra boi dormir, você só sabe falar aquilo que outros já falaram, aquilo que você leu, assistiu e achou que fosse interessante pra construir sua imagem para os outros. Quanta maturidade!
Acho que depois de tantas conclusões e discussões internas à respeito desse interessantíssimo assunto são tão úteis quanto os meus troféus de Kung-fu que empoeiram no guarda-roupa.
Mas é isso, eu estou sem inspiração, ideias, conceitos, novidades, nada além do normal.
Do que sempre há, e mesmo que haja algo novo (todos os dias), eu não falarei, porque sou introspectiva e provavelmente você já sabe disso, já que até agora está lendo o texto. Eu me sinto bem apesar das outras coisas, é uma fase muito legal, minha fase cor-de-rosa CHOCK!
Te deu sono né? Pois é, em mim também. Boa noite.