quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Estampado na cara

Eu sorria para não demonstrar minha ignorância. Eu sorria pra tentar escapar da "sabedoria" daquelas pessoas que se julgavam melhores do que as outras. O que faz um sorriso? Seu poder. Eu sorri com vontade de chorar, sorri pra não chorar. Sorri parra debochar. Na hora de matar eu sorri também. Sorriso de ironia, escárnio. Eu sorri a minha superioridade naquela hora. De raiva, de ódio. O meu riso maléfico. Meu riso facilitado.
Um sorrir descompromissado. Sem regras. Nem mesmo abandono. Aquele sorriso que faz o coração acelerar. Sorrisos metálicos, coloridos. Sorrisos em preto e branco. Sorriso na fotografia. Tem sorriso que parece choro, tem choro que desaba. A vontade de gargalhar, de balançar a barriga de tanto rir. Seu sorriso é o que me move. Sorriso Colgate. Sorriso de bebê sem dente. Sorriso de velhinho com dentadura. Sorriso de mãe que chora no parto.
Sorriso de mulher, sedutora, envolvente e esperta. Manipuladora. Sorriso de homem, pai, amigo. Sorriso ao nascer do sol. Sorriso malvado de criança.
O meu sorriso.
Sorriso e nada mais.