terça-feira, 6 de setembro de 2011

No que eu acredito

As dificuldades de sobrevivência, a natureza nem sempre previsível, as particularidades de cada cultura, entre muitos outros aspectos, foram os fatores que determinaram o modo diferente como cada povo constituiu suas crenças espirituais. As religiões começaram dentro de tribos, depois chegaram a outras vizinhanças, depois foram levadas pelas guerras aos povos derrotados. Tiveram facilitado o intercâmbio através das atividades comerciais e do aprendizado de novas línguas.
Mas a verdade é que, em seu íntimo, o homem não mais precisa de religião nenhuma. Pelo menos não no sentido em que vivemos hoje nós as compreendemos, dogmáticas, exclusivistas e impositoras. Vejamos o caso dos primeiros cientistas espirituais das tribos dos homens-macacos: eles não seguiam nenhuma verdade preestabelecida, eles seguiam sua intuição. Observavam o mundo e tiravam suas conclusões. Recolhiam-se ao seu silêncio e aprofundavam-se em si mesmos porque já intuíam que o interior era tão grande e sábio quanto o mundo lá fora. E isso, muitas pessoas de todos os tempos e todos e todos os povos também fizeram, seguindo sua própria intuição. Algumas desistiram pelo meio do caminho, outras foram dadas como loucas, outras foram  queimadas em fogueiras, outras terminaram sendo importantes líderes religiosos ou expoentes da ciência. O que diferenciou cada caso foi a liberdade que tinham (ou não) de exercer suas íntimas crenças.
No início, as religiões foram bastante necessárias para manter acesa a chama da espiritualidade naqueles tempo difíceis em que o mundo era algo tão grande quanto incompreensível, tão perigoso quanto ausente de qualquer sentido maior. Foram importantes até porque naqueles tempos o conhecimento era uma mercadoria raríssima e as pessoas não entenderiam certos fatos como hoje o fazem sem maiores dificuldades. As religiões foram importantes sim, mesmo que quase sempre desvirtuadas e fundamentadas em dogmas autoritários, assuntos intocáveis, interesses escusos e muita demagogia.
Os movimentos religiosos cumpriram seu papel, alguns espalhando mais terror que bençãos, outros patrocinando verdadeiros genocídios em nome de Deus, outros ainda aguardando a volta ou a vinda de seu messias a empunhar a espada vingadora. E, nesses dias conturbados de final de milênio, continuam surgindo seitas e religiões aos montes, fruto natural do desnorteamento espiritual de tanta gente.
[...]

*Trecho do livro "Quem Apagou a Luz?" de Ricardo Kelmer.

Agora sou eu...
Todos somos livres para expressar nossas opiniões e compartilhá-las se achamos que é o mais correto a fazer. Mas impor certas coisa é ignorância, respeitar é necessário. Não é preciso que nós nos atenhamos à religiões, igrejas, imagens para que estejamos em paz com  Deus, com com nossa força espiritual superior (seja no que você acredita), no final todos seremos salvos pelo o que acreditamos, se acreditamos de boa fé, bom coração e boa vontade, na realidade tudo o que é verdadeiro e leva o nome de Deus, o nome do seu Deus, do meu Deus, do Deus dos judeus e dos muçulmanos, de Buda, de deuses hinduístas....enfim, há uma gama infindável de divindades e todas são a mesma coisa, a pregação do amor, da bondade, do altruísmo, etc e tal.
Perceba a energia que há em você, não renegue a crença dos outros, nem desmereça, todas são importantes como a sua.
Hoje acordei espiritual. Acredito em Deus, acredito nos homens, acredito em mim e na natureza. Acredito na fé e na força do pensamento, na vida regida por bons atos (verdadeiros, de coração), e sendo assim não preciso de outras pessoas me ditando essa importância. Tenho essa questão bem resolvida e nenhuma estigma a ser tratada.