quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Bum Bum Bum


Nossa, se eu não postasse isso não dormia hoje... 
Que nostalgia, que saudade!! Toda vez que assisto Castelo Rá-Tim-Bum eu me lembro dos finais de semana em que eu e as meninas íamos dormir na casa da vó, era tão bom... Acordava cedo pra brincar, pulava e traquinava o dia todo, nos dias que tava cansado assistia a TV Cultura, sempre tinha bolo de cenoura ou o mascarado... Café! Voltava pra casa pra dormir marrom de tanta sujeira, éramos vampiros, nômades, aventureiros (acampamos na frente da casa do seu RABANETE - vulgo Rabaneda), éramos ciganos, bruxos, mágicos, monstros assustadores (ficar na calçada até tarde assustando quem passasse...--'). Era muito bom, naquela época eu entendia de futebol, jogava vôlei, tinha álbum de figurinhas e bayblade, eu tinha cards, geloucos, tazos, achava legal picotar coração magoado e fazer comidinha misturando terra e outros temperos mirabolantes... Brincava de teatro, de Power Ranger, de carrinho, subia em árvore, desenhava nas paredes (sempre fui uma artista incompreendida- risos), amava os oi-oi's da Coca-Cola, e amoeba, massinha, giz de cera e canetinha então (como diz o Math, naquela época era como ouro!).
E jogar Super Mário então? Nossa, era como se fosse o ALFA dos videogames, top de linha. Tamagotchi, nunca cuidava dos meus, mas tinha também, era moda.
Bons tempos. Eu to falando como se tivesse uns 30, 40 anos, eu to com 16 e to me sentindo velha já. Mas também, na velocidade que andam essas vias de comunicação e as invenções de hoje em dia, qualquer coisa se torna obsoleta quando não atualizada, e lembrando tanto desses desenhos, e brinquedos que fizeram a cabeça de uma geração inteira me sinto tão velha quando um museu. Pra se ter uma ideia, naquela época eu nem sabia pra quê que servia um computador, achava tão inútil quanto o celular (que aliás, era do tamanho de um tijolo), eu só fui saber o que era DVD quando o nosso VHS quebrou e as fitas K-7 estragaram (de tanto que a gente assistia). Eu tinha um Walkmen vermelho que tocava fitas também (era demais ouvir Molejo, e o Tchan nele- mas eu não fazia isso, eu era rebelde, desde essa época gostava de Chico Buarque e João Bosco). Era tão bom quando a minha mãe só brigava com a gente caso uma puxasse o cabelo da outra, ou babava na cara da outra, ou molhasse o gato... Era bom não ter grandes responsabilidades, e me preocupar com qual tatuagem o próximo chiclete que eu abrisse viria. Se meu ralado do joelho sararia logo pra eu escorregar no piso molhado. Se a vovó daria mais 5 minutinhos pra gente brincar mais. Uma infância cheia de machucados. Cheia de lambreca, de gírias bobas de criança. De doces que deixavam a língua colorida e os desafios de quem comia as balas azedas sem fazer careta (só os fortes conseguiam!).
Os domingos de jogatina, em que juntava a turma toda com a vó e fazíamos um torneio de Escopa, valendo bala! Mas todo mundo acabava chupando um pacote inteiro, então a diversão era jogar (e trapacear).
Brincar de índio terena, com aqueles chocalhos da árvore da chácara da Tia Dete. Bexiga d'água. Lembram quando a gente juntou nosso dinheirinho suado e compramos aquela bola do Palmeiras pra brincar na rua? O Andi ainda brincava com a gente, o Clebinho, o Jãozinho (meu eterno namorado e marido), a Isadora, o Rafael, aquele povo todo que eu não lembro o nome... 
Ah, e andar de bicicleta então? Eu conhecia o bairro inteiro, dava a volta no Bom Jesus, ia até depois da Zim Zim, passava no João do Paraguai, depois voltava pra casa com medo de levar dura do pai por ter andado tanto... Me achava a desbravadora do Sertão. Uma vez me perdi fui parar atrás do asilo, aí me direcionei pela igreja, foi uma aventura. 
Você se lembra da sua infância?
Eu to falando todas essas coisas, mas só agora lembrei... É dia das crianças! Parabéns, pra mim -.-
Pra você também se quiser.