domingo, 30 de outubro de 2011

Já que não quiseram...

Postagem musical.
Vamos recapitular: Toda formação musical provém do berço, mas e a formação musical do mundo?
Saímos de uma grande redoma erudita, passando pela lírica cantoria dos grandes teatros, os sons épicos de harpas verdejantes, trovas e minuetos, prelúdios harmônicos, etc e tal. Essa mistura de tonalidades muito bem compostas e comportadas nos traz à mente os joviais e eletrizantes sons contemporâneos que provém do mais antigo baú musical reservado àqueles que apreciam a musicalidade.
Vejamos no Brasil: É sabido que a miscigenação cultural englobada em nosso país vai do Oiapoque ao Chui, variando da mínima nota do cavaquinho às grandes batucadas do Olodum. O primeiro ritmo tipicamente brasileiro aclamado pela qualidade foi o Choro, quem não conhece, hoje em dia, o Brasileirinho (Waldir Azevedo)? Ou o Tico-tico no fubá (Zequinha Abreu- maior interpretação por Carmen Miranda)? Um som animadinho e organizado em notas que ecoam entre si com muita regularidade e concordância, vai de Chiquinha Gonzaga à Pixinguinha, passando por outros grandes nomes da música popular 'cult' brasileira.
Outro que cresce nascendo desse ritmo é o samba. Não o samba que vemos hoje, e sim o samba do século passado, o samba de Adoniram Barbosa, de Dorival Caymmi, Ataufo Alves, o samba que engrandeceu Dona Ivone Lara, fez crescer Jackson do Pandeiro, Leci Brandão entre centenas de mestres e maestrinas geniais que dispusemos em nosso histórico tão renegado.




Sem falar na caipirisse que ninguém gosta de lembrar: É engrandecedor ouvir a tradição dos sons criados pela viola caipira (outro instrumento brasileiro), vindos dos recantos do             Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, etc. Sons que já passaram gerações e hoje não passa de pop. O comum. Sons que nasceram nas mãos geniais de grandes como Tião Carreiro, Almir Sater, Mazinho Quevedo, Helena Meirelles, etc. As maiores composições de Renato Teixeira que falam de jeito simples de viver no campo e na roça, mas isso todos já conhecem, mas o que poucos conhecem é o som estridente mas regular da Gaita Ponto melhor representada pelo gaúcho de pés descalços Renato Borghetti, pra você pode ser apenas mais um sanfoneiro na multidão, mas esse homem pouco a ver tem com Dominguinhos por exemplo (apesar de ambos exibirem tamanho talento, há uma distância inenarrável entra Gaita Ponto e Acordeon), o sulista provoca nos ouvintes sedução e impiedosa vontade de ouvir mais e mais seus tons.
Já fui ao centro-oeste, fui ao sul, sudeste...agora o maior pólo cultural brasileiro (embora sofra tanto preconceito): o Nordeste. Forró, Xote, Quadrilha (derivada da Irlanda e Holanda vindas pra cá no período colonial), Xaxado, Frevo, Baião, entre tantos outros. Ritmos esses que inspiraram gerações e até hoje são a marca do Brasil para o exterior. Ritmos que lembram cores, movimentos, lugares e pessoas, artista ou não. Tão bem delineados em nossa cultura.
Mas saindo um pouco dessa linha experimental de propor a música brasileira, vou falar da Música Popular Brasileira de verdade. A nossa velha e boa MPB que me faz lembrar de Bossa Nova (subgênero musical derivada do samba e do jazz estadunidense), e se vamos levar esse assunto à diante, acomode-se na cadeira meu caro, porquê agora é que começo o texto.
A bossa que veio do Rio não é a mesma que inspirou os paulistanos, bossas de violão, de pandeiro, bossas meio sambadas, bossas roqueiras, há várias bossas. Novas? Não mais, mas sempre o som dos jovens (mesmo que não tão jovens assim). Nascida das mãos de João Gilbeto, Baden Powell, Nara Leão, Ronaldo Bôscoli... foi o som renovador que tirou a cara velha do samba e trouxe a americanização à nossa música. Na calmaria de seu som, houve um declínio e daí surgiu a MPB, que saiu dos confins dos artistas renomados para trazaer sofisticação e por vezes a barulheira infinita...que o digam Os Mutantes. MPB me lembra Ney Matogrosso, Chico Buarque, Caetano Veloso, Elis Regina esses que fazem a música parecer aperitivo auditivo de tão simples que parecem, mas tão caprichados arranjos que não há comparação plausível. Hoje compreende-se por MPB cantores como Zeca Baleiro, Ana Carolina, Zélia Duncan, Djavan, famosos e bons, mas não espelham por completo a vastidão musical da MPB.
É tão difícil sitar todos os gêneros e subgêneros musicais que conhecemos hoje, e pô-los em linha e imagem sem esquecer nenhum é quase impossível. Mas começando agora com as influências externas, vamos começar pelo som black originário do Brooklyn e outros desses lugares legais que a gente ouve falar em filmes. Jazz, Blues, eu poderia falar do Soul também, e te mostrar a variedade de artistas que vão do mais simples Louis Arrmstrong à mais caprichosa Billie Holiday. Sons que marcaram com Swing a passagem da cultura negra mundial. No blues, reinando a improvisação em escalas, há os grandes como B.B. King (e suas invariáveis caretas), John Lee Hooker e suas guitarras... Esses ritmos que impulsionaram o rock, e levaram artistas como os Rolling Stones, Creedence Clearwater Revival, The Doors, The Velvet Underground, Bob Dylan, Jimi Hendrix e Janis Joplin a formarem seus tons e levarem musicalidade para o mundo inteiro.  Rock sobretudo. Aqui no Brasil o rock só ganhou credibilidade na voz de Renato Russo, com a ajuda de outros como a banda Capital Inicial (com suas conhecidas e passadas baladinhas de violão) e Titãs. Claro, no Brasil o Rock não foi nem um décimo do que foi nos outros países em destaque EUA e Inglaterra. Rock-início EUA: Elvis, Rock início Inglaterra: Beatles.





Vamos falar de rock? Então entenda: Rock não é um só, dentro dele há as sub divisões de tribos e estilos dos mais variados gêneros. Falamos de Folk-Rock (Joan Baez), Rock psicodélico (The Byrds), Rock progressivo (Pink Floyd), Glam Rock (David Bowe), Hard Rock mais conhecido com Heavy Metal (ACDC), Arena Rock (Journey, Queen), Punk Rock (Sex Pistols), os fofuchos do New Wave (Men at Work), Pós-Punk (The Smiths), Glam Metal (Van Halen, KISS), vemos também o Rock Alternativo (R.E.M), e uma classe diferenciada...o rock anos 90 nasce aí o Grunge (Guns'n'Roses, Nirvana)...claro me esqueci de trezentos bilhões de outros que poderia ter citado, mas deixa por assim recomendado.
Música em qualquer geração é boa, basta saber escolher seu gênero e vá fundo!




Abraços.