domingo, 27 de novembro de 2011



A bailarina trolou com seus pezinhos eretos: ficou e firulou....
Fez um passinho no chão e o outro já bem alto,
Com as mãozinhas delicadas que acenavam.
O vestido nem parecia de pano,
Era uma nuvem ao redor da menina-moça-bailarina,
De pezinhos erguidos rodopiantes,
Borboletinha alaranjada...
Ela sorria e dançava e se o tempo parasse ou
O mundo acabasse eu morria feliz vendo a bailarina dançando
Graciosa, de sorriso puro, correndo, pulando, rodopiando,
Abaixando e levantando, se revirando na pontinha dos pés.
Sem perder delicadeza, sem perder o sorriso,
Sem perder a doçura de dançar parecendo ser mais leve que o ar
E nem ao menos a pureza da menina que corre de encontro ao sonho de voar,
Borboletinha, de rosto maquiado e de postura reta, quase quieta
Não fosse o sonho de voar...





Cibele Baptista (Mamãe), para a bailarina torta Helena Baptista.