domingo, 27 de novembro de 2011

O que é a vergonha?

Na minha casa eu não tive um exemplo real dessa palavra. Pra mim vergonha era "roubar e não aguentar carregar", mas eu sabia que a índole que minha mãe pregava à mim e minhas irmãs nos impediria de tal. Mas eu fui descobrir a vida. Primeiro descobri o beijo, depois descobri a sensação, descobri a verdade e só então aprendi o que é a mentira. Descobri amigos, descobri minha família de verdade. Descobri meu caráter. Descobri minha coberta de inverno...mas estamos no verão! Quanta ironia!
Aí sim, depois dessa pequena jornada em que fui me enveredando pelos caminhos solitário da minha psique, é que entendi o real sentido de vergonha. Vergonha seria não poder suportar a recordação. Não suportar entender. Não suportar. Isso é vergonha ou medo?
Talvez seja medo. Sinto, sim, muito medo. Mas sinto vergonha também, me parece pior do que aquele dia em que fui marcada, aqueles dois dias dignos de total esquecimento. Mas essas vergonhas não são minhas, são deles... Eu fui uma vítima, estava no lugar errado, na hora errada, como era de se esperar.
Eu não podia mais esperar, a espera me enfada, como já havia dito em outra ocasião. Não suporto sentar e assistir. Não suporto ver meus sonhos e desejos se esvaindo na minha frente, escorrendo por entre meus dedos e escapando impune de minhas garras sedentas por só um pouco... só mais um pouco... sim... um pouco.
Talvez depois disso eu cresça. Ou talvez pense antes de agir, ou falar qualquer tipo de coisa do gênero. Ou talvez eu não aprenda porra nenhuma e continue errando do mesmo tanto ou até mais... quem é que realmente sabe? Eu sei que sou humana, que erro e sobretudo sei admitir meus erros. Mas eu não quero ser julgada por isso... Ninguém pode me julgar.
Não matei ninguém, se é o que você está pensando...Eu pensaria isso... Eu apenas fiz coisas que talvez se fossem em outra ocasião eu me recusaria!
Mas não foi grave, pelo menos não para mim. Pra quem sempre teve alma livre, se ver presa à uma corrente sentimental e imaginária, é demais. É peso atordoante pro resto dessa vidinha sem graça e superficial.
Adoro me comprometer, me escancarar pros erros, adoro errar. Adoro me sujar. Adoro poder fazer coisas que outros diriam errado, mas no fundo sentem inveja de quem o faz, e no silêncio de suas línguas ferinas aprontam muito mais do que se possa imaginar. Eu apenas dei um empurrão. Terapia pra mim urgentemente! Eu preciso LIBERTAR ESSA ADRENALINA. Senão vou explodir.
De ódio, de raiva, de rancor, de sofrimento, de paixão, de amor, de felicidade, de 'fidelidade', de tesão.
Nunca falei tanto da minha mais profunda verdade. Mas é a verdade, nada mais que a verdade. Essa é a função dessa merda de blog, é pra MIM DESABAFAR, É O QUE ESTOU FAZENDO. Ninguém pode falar um A dessa minha escolha. Eu faço o que eu quiser.
E que se foda o resto do mundo.