sábado, 3 de dezembro de 2011

Adolescência, que nojinho!

Eu me sinto uma daquelas meninas que sentem-se detestáveis, gordas e feias a famosa síndrome do "ninguém me ama, ninguém me quer" me pegou de jeito!
Assim eu diria: Nossa como a vida é injusta, tantos passando fome e eu (fútil) tendo crises existenciais e de personalidade. Não hoje, não agora e não aqui. Foi uma ótima semana apesar de alguns acontecimentos imprevistos e improvisados. Muitas coisas aconteceram, positiva e negativamente falando.
Eu gosto de estar nessa coisa. É tão profundo. Meus velhos amigos são, sim, meus companheiros, mas meus novos amigos são geniais em me fazer viver. Parece que me trouxeram novamente à vida.
Logo iremos chorar com isso, lembrar, reler esses textos que nos fazem pensar em como será a vida daqui em diante, sem essas pessoas, esses rostos...esses abraços...
Eu penso que é por isso que os adultos nos falam tanto em VIVER DA MELHOR FORMA POSSÍVEL, APROVEITAR AO MÁXIMO, pois eles já não possuem coragem de dar o primeiro beijo, de fazer caretas, tirar fotos malucas, não tem mais coragem de andar com os amigos na rua completamente molhados e sujos de tinta. Somente sentem saudade do tempo em que eram adolescentes e podiam realizar essas coisas. Sentem inveja de quem ainda faz.
Aí você para e pensa: Eu sempre fui assim, eu sempre serei assim. Será? Será que eu terei essa vontade de ser jovem, criança, menina, moleca para todo o sempre amém? Será que vou continuar com minhas indagações inúteis para a vida alheia? Será que ainda terei essas dúvidas, ou saberei exatamente quem sou, aonde estou e minha posição na sociedade? Não vou assumir uma postura coerente e séria para a vida? Vou entrar no jogo dos adultos?Usar aqueles terninhos coloridos, trabalhar em um escritório e ter olheiras (meio cinematográfico, eu sei)? Eu não sei nada disso. Não tenho certeza nem se vivo ou se sonho, só sei que é bom. Só sei que quero mais.
Se é isso que chamam "adolescência", eu topo! Não quero nem saber de pensar no meu futuro, nem nas faculdades que quero cursar, nem minhas empresas que vou abrir, as bandas que vou tocar, meu futuros amigos, meus futuros amores, futuros carros, diplomas, casas, casas que vou construir, casas que vou reformar, esposo(a) [??????????], filhos, divórcios, frustrações, projetos, planos, rugas, cremes para rugas, doenças, mortes e por fim, o suspiro final. Nada disso interessa agora, eu sou menina e posso não me preocupar com o que eu vou falar na apresentação de quinta. Sou uma criança sem responsabilidades a cumprir. Estou de férias e quero piscina. Quero ela. Quero meus amigos, minha mãe, minhas irmãs ao meu lado. Quero sol, quero chuva. Quero ver meu pai. Quero chorar de tanto rir, quero rir da minha cara de choro. Quero brigar. Eu quero demais....não acham?....mas assumam, vocês querem muito mais do que eu. Querem talvez acabar de ler esse post pra pensar. Ou talvez nem deem atenção pras coisas que eu disse. Mas eu sei o que eu sinto, e que esse blog é sim coisa de adolescente, então eu posso postar TUDO o que eu quiser. Por que adolescência é isso, é ser livre, mas com restrições.