terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ela é minha irmã

Seu nome é uma combinação de sonoridades. Sua vida é uma prosopopeia. Sua didática infalível. Sua inteligência, raridade. Sua língua, portuglês. Sua faculdade... Ela está sempre fora de suas faculdades mentais. Tínhamos a mania de falar que ela era um garoto. E realmente é. Seu namorado, coitado, que o diga!
Como eu a amo.
Confesso que até a minha oitava série, era meu ícone adolescente. Meu melhor exemplo de inteligência, feminilidade, sinceridade, amizade. Ainda é, mas não o principal. Eu tinha vontade de ser como você. De cantar e dançar, namorar sem culpa nenhuma, rir até chorar.
Hoje me encontrei, pelas metades aos trancos e barrancos, mas sei quem sou. E procuro ajudar você a se encontrar. A comprar seus sonhos. Arrancar de si todo o conhecimento aí estocado. Essa sua facilidade que eu invejo, facilidade que eu não tenho de pegar um livro, ler e simplesmente assimilar tudo o que ele diz. Sem esforço. Você usaria isso tão bem.
É só você parar de dar ouvidos à outros que não tem o que fazer da vida. Focar no seu trabalho, na sua vida, na sua faculdade. Esquece um pouco esse seu romance. Você tem que ser aquela mulher que sempre desejou, independente. Depender unicamente de si mesma.
Você é meu porto seguro, não se torne nunca a mão que me julga. Me fere. Me pune. Seja a mão que me protege, me alivia desse sofrimento que é viver.
Eu faço isso com você. Eu amo você.
Duncan. Isadora. Baptista.
Seja quem a mãe nos ensinou a ser, não aquela que provém de outras opiniões. Cresça. Viva bastante. Obrigada por ser minha mãe. Minha irmã, minha amiga. Obrigada por ser tão companheira. E me perdoe, por não contar, por não te ouvir, por ser tão rude, tão casca grossa. Você também por vezes. Obrigada por ser assim, eterna TPM. Me perdoe irmã.