sábado, 17 de dezembro de 2011

Era uma vez,

Certa vez assisti um filme que falava de amor. Mas eu não entendi ao certo a mensagem que ele pretendia passar, eu fiquei confusa, assustada com o que sentia. Eu sempre tive certeza de tudo. Agora nem sei qual meu nome.
Meu nome é Isabele. De certo isso me adianta alguma coisa... Sou Isabele, mas quem é Isabele?
"Isabele é uma boneca de plástico que fica empoeirando na estante daquelas garotas que não sabem brincar. Isabele poderia também ser o gato preso no telhado, que mia incessantemente por ajuda, água, carinho... Talvez ela também possa ser as abóboras dos contos de fadas, onde tudo é perfeito, mas só é assim por causa da interferência da 'fada madrinha'. Quem seria a fada madrinha de Isabele?
Sei que essa menina é esperta, mas não se considera o bastante. Ela achava que se conhecia, mas sua alma é mais profunda e desesperada do que ela desejava. Isabele não sabe diferenciar a realidade dos sonhos.
Sonhou tanto que caiu da cama, cortou o braço. Foi chorando para sua mãe... talvez ela seja sua fada madrinha. Mas talvez sua irmã mais nova também possa ser. Quem poderá definir a mão que mais exerce poder nos instintos de Isabele?
Essa história não se compara à fábulas mirabolantes que nos deixam muitas lições necessárias, nem à contos de tirar o fôlego onde os príncipes encantados salvam suas donzelas. Não se compara a nada. Nem sequer começou com 'era uma vez'.
A história de Isabele começou assim que ela decidiu. Ainda não vimos o final dessa paródia da vida real, desse mundo paralelo onde ela pensa que vive, nem sequer sabemos se o final será aquele feliz com por-do-sol e tudo mais. Mas é escrita e descrita com tanto cuidado, para não haver erros, tanto capricho.
Mas nota-se... até mesmo de longe, que quem está escrevendo a história de nossa personagem, deixou tantas falhas visíveis e pontos quebradiços, que agora ela se vê em uma vertente de emoções sem sentido e razão, compelida a dizer àqueles que esperam a verdade.
Pobrezinha. Talvez seja esse o clímax do livro, ou tão somente mais um capítulo, onde se prolonga as vontades e verdades.
História mais idiota essa. Apague tudo."