terça-feira, 17 de janeiro de 2012

agora parei

em letras minúsculas. parei. parei em miúdos. parei. migalhas jogadas. Não?
Você nem me amou. E eu? Eu ainda não parei, não deixei. 3 anos é tempo o suficiente pra entender que não se trata apenas de amor. É tempo pra entender que eu fui uma tola, que eu sou realmente uma tola. Não nasci pra isso. Nem ninguém irá me entender. Já tinha que ter aprendido, mas não. Não parei.
Ainda bem que você não lê, que pena que você não lê. Era de você que eu falava o tempo todo, todos os dias, pra qualquer um. Era pra você que eu dedicava minha inspiração, meu amor. Talvez até minha vida.
Que possessivo. Tinha/tenho ciúmes do que nem sequer chegou perto de ser meu. Sinto saudades do que nunca irá acontecer. Não me importava quantas garotas você beijava. Quantas festas você ia, quantas cervejas você tomava, e você sabia o tempo todo que esse assunto nem me faz diferença. Mas fazia questão. Questão de me por em dia. Das coisas que eu nunca vou, nem nunca quero fazer/participar.
Faz questão de me contar que namora, que não estuda, que não faço a mínima falta. A mínima diferença.
Nossa amizade era de mentira. Foi uma mentira.
Eu mudei nesses 3 anos. Eu não cresci, não envelheci. Eu, ao contrário de você, amadureci.
Não sou mais aquela garota cheia de vontades e esperanças. Porque a cada vez que eu leio uma postagem sua perco minhas esperanças. Cada 'oi' seco na rua, perco as esperanças. Cada sorriso falso, perco as esperanças.
Não me importo, é melhor ter essa dor latente, do que nada sentir, não ter nada pra chorar. Nada a se lembrar. Eu tentei, eu falei, eu me abri, tive a maior coragem do mundo, fui mulher de admitir. Só que não era recíproco. Era só eu.
Me senti tão só. Tão fraquejada, desarmada. Agora, depois de 3 anos. 3 anos eu ainda me recupero.
Sei que não vou mais ter aquela coragem, de abrir a minha boca pra contar. Mas 3 anos, aaah 3 anos de solidão. Eu refleti, entendi que não foi o certo contar. Tentar. Não sabia o que estava fazendo. Agora é tarde.