sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Há perdão? Há perdão!

Como eu sei que esqueceria tudo o que eu quero te falar, resolvi botar em papel.
Sei que não sou a melhor artista, nem poeta, passo longe de ser a amiga ideal, e uma pessoa verdadeiramente 'admirável' e que meu desenho e seu perdão agora não fazem sentido algum. Mas venho de cara limpa, mão vazias e pés descalços engolir o orgulho e me sujeitar novamente ao seu perdão.
Pois se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição de viver em pleno pecado, mas que um dia eu possa olhar como mulher para  meus filhos e mostrar à eles o real sentido do perdão, da amizade e do amor. Se não eu, quem mais poderia ensinar isso à eles?
E mesmo que nada funcione à final de contas, que esse gesto cheio de palavras seja inútil, eu te digo que as palavras refletem as ações da alma. E em minhas palavras faço valer tudo o que um dia eu aprendi com a minha mãe, meu pai, minhas irmãs e meus amigos.
Mas ninguém pode dizer que foi em vão.
Que não houve verdade.
Porque eu e mais ninguém, conheço a minha verdade.
Eu amo você e quero que você encontre a sua verdade também. Mesmo que eu não esteja nela, mesmo que eu não possa fazer nada.

Para: Mariana Oliveira da Silva
De: Bel.