domingo, 15 de janeiro de 2012

Não fica triste Pedrinho!


Procurando por novidades cinematográficas, já que ando por essa vibe de películas nas férias, encontrei vários sites que oferecem micro-críticas para quem vai assistir aos filmes. Como sempre eu botando defeito em tudo, pois penso que quem se denomina "crítico de cinema" é porque não tem talento pra fazer um filme então fica falando asneiras (por isso só dou a minha opinião pois eu não vou interferir no trabalho de ninguém, e só falo o que eu entendo! Que fique bem claro!). Encontrei o estopim da minha ira ao me deparar com uma crítica à um  filme de Almodóvar, "La Ley Del Deseo" (A lei do desejo), que dizia o seguinte: "Almodóvar como sempre tratando de questões como o homossexualismo, traço marcante do diretor...e blá blá blá...." Começou mal.
Primeiro que não existe 'homossexualismo', todos já usam o termo 'homossexualidade', a razão é bem simples. A mudança do termo homossexualismo para homossexualidade tem um sentido, tanto histórico quanto ideológico e político, de ressignificar a homossexualidade, dissociando da idéia de doença e trazendo para o campo da diversidade e da construção de identidade. Apenas questões políticas, mas se 'afrodescendente' também é discutido, por que não a 'homossexualidade'?
Enfim, retornando ao ponto real do texto. Eu nunca sequer assisti um filme do Almodóvar que falasse de homossexualidade. Nenhum, embora em sua maioria tenha casai gays, travestis, transsexuais e por aí vai a diversidade de tipos criados e caracterizador em seus filmes. Mas sabe o por quê? Simplesmente porque ele fala de amor, em "La ley del deseo" por exemplo é um filme que fala de ciúmes e relacionamentos que acabam em morte, há a sensualização gay? Sim há, pois é NATURAL. Quando você assiste um filme você se endaga de como os protagonistas héteros estão representando bem seus papéis de héteros? Garanto que isso nem passa por sua cabeça. 
Um filme que trata da homossexualidade: Milk- A voz da igualdade. Nele fala da luta de Harvey Milk (encenado I-N-C-R-Í-V-E-L-M-E-N-T-E por Sean Penn) pelos direitos dos gays nos EUA. Esse é um filme que fala da 'questão homossexual' e blá blá blá. Não os filmes de Almodóvar que falam de amor.
É ignorância confundir e não entender a diferença. 
Devemos aprender a conviver com as diferenças, pois as 'minorias' não são tão menores quanto essa tal 'maioria'. 
E voltando, o último filme de Pedro Almodóvar, "La piel que habito" (Apele que habito), lhe rendeu mais do que o prêmio que todos julgam ser o máster do cinema (Oscar-canhá), rendeu Globo de Ouro, Prêmio Goya de Cinema, e vários outros que eu não sei nem pronunciar, de melhor filme, melhor diretor, melhor ator (pro lindo do Antonio Banderas- que faz a maioria dos filmes desse diretor), melhor fotografia, música e etc etc etc.
Ok, posso estar fazendo uma crítica aos críticos protecionista demais só porque eu gosto do diretor, mas venhamos e convenhamos....
Adoro por 'aspas' em tudo e dar um tom irônico pro texto.