sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Olhos tristes de poeta

Um livro me contou, ainda quando criança, de todo encantamento que eu poderia viver as cores que poderia ver. As músicas a dançar, os amores a recordar... Mas algo nos olhos, aqueles olhos tão tristonhos o pobre poeta não soube hesitar. Dei minha mão, pra que ele pudesse se erguer, mas de nada adiantou.
Dei-lhe então meu lenço, para suas lágrimas secar, mas seus olhos....ah os olhos do poeta não paravam de jorrar.
Decidi então fazê-lo rir, mas de tão tristinho, coitado, o poeta não se lembrava de como era sorrir. Sem saídas e sem mais esperança, fui ao seu lado me sentar. O dia terminando, a conversa rolando, o poeta se animando e uma canção começou a recitar, logo seus olhos tristes viraram canção. E toda aquela tristeza, que de mais em mais se tornou poeira de uma outra vida. Agora aquela magia de perguntas sem respostas, virou as costas e foi-se embora. Thau.