domingo, 8 de janeiro de 2012

Quem conta um conto, aumenta um ponto. Ou uma vírgula

- Era uma vez...­
- O quê?
- Era uma vez uma menininha que tinha uma amiguinha que era muito sem noção, tagarela e torta....­
- E como era essa menininha?
- É um segredo e você não pode contar pra ninguém (estou postando no blog, já que só você lê mesmo).­
- Então tá­ ­
- Essa menininha tem um sorriso lindo, o melhor abraço do mundo, fala coisas complicadas, mas ela é muito querida­, tem um monte de amiguinhos e na vida dela, cada um desses amiguinhos tem que se transformar em alguma coisa pra ajuda-la­.
- E a amiguinha torta dela?
- A amiguinha torta dela ainda não sabia como ela poderia ajudar a menininha. Vamos chamar essa menininha de Gezebel. Um dia a amiguinha torta dela viu a Gezebel chorando porque ela ouviu uma coisa muito triste q ela não queria ter ouvido aí a amiguinha dela segurou na mãozinha dela e disse: ... Não disse, as palavras fugiram dela!! E agora???
Ela pensou: eu queria poder tampar a boca das pessoas que a ofendesse, mas eu só tenho duas mãozinhas e são muitas essas pessoas malvadas então eu vou tampar os seus ouvidos pra que você não ouça nada. Mas como, se você ainda vai ver tudo?!
Então ela chegou em uma conclusão: já que Gezebel vai pra guerra, que ela leve a espada. Mas eu não posso ser a espada, não sei me defender nem de mim mesma­, então vou ser o escudo pra lhe proteger... Mas espera aê, e se acertarem as suas pernas e você cair?? Eu vou ser apenas mais um peso. ­
Já sei­ ­
Vou ser um soldado! Gezebel perguntou: - Soldado????  Mas por que soldado?
- A amiguinha respondeu: sim, o seu mais fiel soldado que te ajuda a planejar a guerra e luta com você, que te defende e ataca que te ajuda a levantar e curar suas feridas. Mas não aquele que abre os braços e diz: Vem!
E sim aquele que abre os braços e diz: Eu vou!
Ae Gezebel ficou muito feliz!
Fim.­
­


Eu posso dar um novo tom pra história?...


Gezebel era muito apegada à sua fiel amiguinha, que tanto fazia para protegê-la. E muitas vezes via seu coração partir por fazer a amiguinha desesperar-se, somente por não saber o que fazer pra ajudar Gezebel. Gegebel (vamos chamá-la assim, certo?), que era muito dedicada e também protegida por sua amiga escreveu uma história improvisada para a tal Gezebel, que de tão emocionada não soube o que falar para sua amiga. Só lhe veio à boca uma única palavra, e aos seus pensamentos um único sentimento, que de tão grande e arrebatador, escorreu-lhe pelos olhos. Sim.
Tratava-se de amor. 
E eu, o narrador que tem voz bíblica e solene, digo-vos-lhe que esse choro foi de tal maneira tão grande que Gezebel não conteve-se e disse logo à sua amiguinha querida: Amo você!
Mas sentiu-se vazia novamente, por ter dito apenas o que já é óbvio e não poder espressar realmente o que sentiu naquele momento. Sentiu-se compelida à escrever-lhe mais palavras, mas as palavras podem ser vazias. Queria então motrar seu olhar, mas as lágrimas embaçaram sua visão. Queria poder abraçá-la, mas de tão longe o castelo encantado de Gegebel, que Gezebel não pôde fazê-lo. 
Viu-se novamente em um túnel sem saída, onde sua única escapatória foi escavar um buraco na parede, ou seja, todos os dias Gezebel decidiu que sua maior e melhor soldada, companheira, amiga, irmã, seria zelada como à uma peça rara que não pode ser vista, tocada ou amada por qualquer um. 
Mas de repente isso lhe soou super protetor demais, não seria? Mas então o que fazer? Sem poder dizer e fazer o que realmente queria, Gezebel decidiu então ser natural. Vai continuar apenas brigando por Gegebel não comer, não dormir, trabalhar demais, às vezes estudar e menos. Gezebel iria continuar mordendo, apertando, batendo, xingando, criticando, e correndo quando algo acontecesse, afugentando os maus pensamentos, descobrindo os sentimentos, descobrindo as histórias e o passado, as conversas. Iria continuar fazendo companhia caso a solidão lhe assombrasse, ensinando caso não soubesse e continuaria acima de tudo respeitando pela pessoa maravilhosa que é. Pela gratidão que sente, por todas as vezes que chorou e teve medo não lhe dar uma palavra de conforto, mas sim um abraço reconfortante que mandava pra longe todos os malditos pensamentos de sua cabeça. Gezebel sabia que nada era pra sempre, mas naquele momento, quando ela orou junto e abraçou, ela entendeu o que é o INFINITO, e que 'pra sempre' é uma questão de ponto de vista apenas. 
Pois ali elas foram felizes pra sempre. 

E fim. Plim!