segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu não faço

E nem farei juras de amor eterno, eu não amo pra sempre, eu amo infinitamente. É muito melhor.
Não faço planos de uma vida à dois, faço planos pra minha vida.
Não escolho meus momentos nem minhas pessoas. Elas que me encontram.
Não controlo meu caminho, apenas as minhas escolhas e o que posso fazer é tentar ao mínimo ser sensata.
Não faço questão de alianças, elas me prendem, me fazem deixar de enxergar longe. Não quero fotos rasgáveis, quero momentos guardáveis e agradáveis.
Não quero atribuições do destino ao nosso amor fiel, quero veracidade nas palavras. Quero contos verdadeiros.
Não quero mediocridade de sonhos, quero contemplar serviços terminados e executados com procedência.
Quero excelência.
Quero deixar pra traz minha cabeça de criança, quero olhar pra minha mente com confiança, quero entender de juros altos e finanças.
Quero sua boa parte e a má também.
Quero fazer o bem.
Quero também...
Quero talvez
Não...quero com certeza. Quero sua destreza.
Não me venha com palavras poucas, me faça feliz com todas as suas forças.
Assim como eu faço, eu tento, e me atrapalho, por vezes ao máximo...
Quero só mais um pouco.
Quero tudo.
Quero também um relógio cuco.
Quero beijo na proa do navio, acenar com lenço na janela, levantar saia de velha, amenizar a tristeza de quem chora e oferecer meu colo aos filhos sem suas glórias.
Ser mãe.
Quero ser mãe de uma nação inteira, porque essas coisas não escolhemos, nascemos pra ser.
Quero ser poeta de bar. Filósofa do lar.
E um beijo pra quem entende o que eu falo.
Terminando sem rima.