segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Não ria de mim, ria para mim, ria comigo.

"-Quem escreve, também escreve por amor. Amor à quem lê, tenta conquistar o leitor, tenta ganhar o amor de quem vai ler. Sempre tem seu público alvo. Quem escreve, escreve à alguém, escreve imaginando quem vai ler...
Apaixonar-se pela desengonçada, a feiosa, a gorda, a piadista....ah que piada! Com o rostinho da outra na sua frente!!...
-Eu sei que estou triste e sentindo a tristeza errada. Essas coisas a gente não fala pra qualquer um, nem mesmo para aquele amigo que brinca com a gente.
Seu inimigo o próprio espelho, sua imagem era o pior. Seu pesadelo. Se sentia o fio da navalha que corta os bandidos na cadeia. Nada de mal, nem era destrutiva. Era alegre, ninguém imaginava o que ela sentia... Chegava a ser cruel.
As amigas riam-se e Isabel passou o braço pelo ombro da amiga. Quem visse as duas, assim abraçadas, assim sorrindo, teria uma imagem falsa daquela felicidade. Uma das duas mentia ao sorrir. Mas mentia como um mestre."