terça-feira, 13 de março de 2012

Pelo amor dos filhinhos que eu ainda não tenho!

Eu queria não lembrar dos meus sonhos como as outras pessoas normais, mas cada vez que durmo parece um filme em 3D mais maluco e assustador que o outro. Acordei em cólicas, passando mal, suando frio, febril. Tremendo dos pés à cabeça.
Era o seguinte: o lugar não dava pra entender, cada cena parecia ser um lugar diferente, a cada movimento meu. Haviam lá comigo, minha mãe, Lena e a Gê. Por alguma razão eu sabia que tinha tido um filho e me lembrava da hora e das dores do parto, mas com de costume não conseguia ver o rosto do meu filho, nem lembrar o nome dele.
Lembrava também que eu estava em tratamento de câncer na mama, e tinha feito a remoção da esquerda (que coisa... meu psicológico mandando mensagens), eu ficava naquela agonia... me sentindo careca por causa do tratamento mas ainda tinha meus cabelos aqui comigo, mas a sensação era diferente. Eu precisava amamentar meu bebê, mas sem a mama não tinha como. Todos diziam pra eu usar a direita e eu me sentia pior ainda, porque sou canhota. Sei que não tem relação nenhuma, mas eu estava sonhando.
Não dramatizei muito aqui no texto, porque passei o dia falando desse sonho, já melhorei. Mas na hora foi a pior coisa do mundo. Eu tentava abaixar o rosto e ver meu filho, mas não conseguia, só sentia ele nos meus braços e ouvia o choro, dele com fome me apalpando e eu desesperada sem saber o que fazer.
Todos sabem da minha devoção por crianças e na minha vontade de ter filhos, seria frustrante um dia não poder tê-los. Sei que parece precipitado, que ainda há muito por vir, mas eu quero...sempre quis e nem sei explicar. Nem medo das dores do parto eu sinto. Eu quero!
Mas antes vou estudar.

Eu só uso essa roupa.