segunda-feira, 30 de abril de 2012

E por falar do tempo, por que não?

De repente me vem uma súbita vontade de tatuar meu corpo todo, de repente essa vontade some.
De repente sinto vontade de bater em algumas pessoas, de repente me dá vontade de perdoar simplesmente.
De repente faço algo errado, subitamente me arrependo.
De repente deixo de dizer algo, subitamente me atrapalho.
De repente me vem uma vontade louca de escrever, de repente me somem as palavras.
De repente me vem a vontade de crescer e ser independente, de repente essa vontade passa e subitamente me lembro de quando era criança na casa da vó.
De repente sinto medo, subitamente choro, repentinamente me desfaço e volto a ser forte.
De repente me sinto bonita, repentinamente me sinto um monstro.
De repente sinto vontade de abraçar, subitamente te abraço.
De repente sinto vontade de dizer que te amo, repentinamente digo.
De repente é parte de um conjunto de coisas que eu faria, faço e deixo de lado.
De repente faz parte das histórias que conto, que contraio e contrario.
De repente não era mais eu ali e ali não mais quis estar.
De repente era só eu e você e o tempo. Quanto tempo!
De repente era só eu e minhas unhas roídas.
De repente fiz esse poema e subitamente publiquei.
De repente você lê, subitamente pensa se é realmente pra você e repentinamente por impulso comenta.
De repente, quem sabe eu não te responda?
De repente a gente se encontre de forma diferente.
De repente dá tudo certo e você me enxerga com outros olhos novamente.
De repente eu paro de falar bobagens e não choro mais por pouca coisa.
Agora sou menina moça, sou quase mulher, quero mais do que simples "de repentes" na minha vida.
Quero mais do que eu peço sempre, que inteiramente esses momentos.