sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Filosofando


Falando da alma:
Quanto à concepção platônica da alma: “era uma concepção marcadamente dualista. O corpo era o cárcere da alma e só a morte a libertava. Por isso propunha a abstenção como norma, desde a alimentar até a sexual, para fins de purificação. Falava sobre reencarnação e natureza da alma, e possuía três ideias-chave: a alma está presa ao corpo para pagar uma culpa originária; as reencarnações servem para sanar essa culpa; a conduta de vida, através de iniciações e ritos, purifica a alma.”.
Essa visão é também embasada na mitologia. Era chamada de Orfismo, mais precisamente baseada no Mito de Orfeu, que na mitologia era o Deus que inventara a cítara (também chamada de lira, nos contos mitológicos) e seu canto era considerado mais belo e encantador que o das sereias. Com essa “arma” ele tenta ir até o Tártaro (inferno), para resgatar sua esposa Eurídice, que foi morta por uma cobra na floresta enquanto fugia de Aristeu, que tentava violentá-la. No Tártaro ele utiliza-se de sua lira para conseguir convencer Hades e Perséfone a libertarem sua esposa. Após esses acontecimentos, mesmo tendo tomado todos os cuidados exigidos pelo deus do inferno, Orfeu não consegue resgatar a ALMA de sua esposa e retorna solitário ao mundo dos vivos.
Em outra visão, agora religiosa na concepção da doutrina espírita, a alma é um feixe de luz e energia, que habita um corpo para evolução durante sua vida na terra ou em outros planos espirituais. Comparando com a visão platônica da alma, que a concebe como simples porque é indivisível, diferente do corpo que se divide em partes, dotada de movimento próprio e de conhecimento, ambas apresentam similaridades.  As religiões também procuram explicar a existência de alma e muitas vão de encontro com a teoria da filosofia, pois afirmam que a alma se divide em sete partes ao deixar o corpo (baseado nas teorias da igreja Adventista de 7° Dia), e após isso deixa de existir com suas lembranças e conhecimentos, e só ressurgirá quando necessário.
Há várias teorias de como somos constituídos em essência, porém nenhuma prevalece como verdade absoluta. Cada ser humano, em sua personalidade, moral e histórico de vida (que também são áreas visitadas pela filosofia), vai julgar o que acha correto para suas crenças