sábado, 1 de dezembro de 2012

Misturei

E ao vislumbrar teu sorriso, até meio torto de chorar e rir e encantar, eu sorri junto. Porque quando se sorri, é apenas sorriso. Mas quando se sorri junto... aí é sonho, é vertigem, é cumplicidade, é alegria, harmonia, entendimento. É mais do que eu poderia querer, mais do que eu sonhei pra mim. Mais do que eu jamais poderia sentir.
Naquela fase de sentimentos completamente virados de pernas pro ar, que me faziam cócegas nos olhos e faziam minha lágrimas caírem, eu não queria fugir, nem deixar de me aproximar. Eu chorava por medo. Medo de estar só, e só ficar assim. Eu não compreendia muito bem o percurso que a vida deveria tomar e sem saber, sem eu nem perceber chegou o doce dezembro. Com seus natais, suas festas, suas formaturas e espetáculos. E agora sou mais feliz que nunca. Tenho sorrisos, abraços e beijos guardados. Tenho minha coleção de palavras doces e mantras de amor para cantar. Tenho um objetivo, tenho férias, tenho uma aquarela pra colorir meus dias. Tenho mais é q ficar bem, ficar assim... Sempre que os meus olhos pregarem de tanto chorar, agora eu me lembro disso, eu consigo até me lembrar o que eu sentia naquela época. Aquele abandono sem estar abandonada, aquele sofrimento sem falar, aquelas rugas de preocupação tão precoces que aos 17 anos eu contraí. Meus 17 anos por fim foram formadores de opiniões e conceitos.
Fiz grandes obras nesse 2012 que posso me orgulhar, e me lembrar mais pra frente que meu 3° ano do ensino médio valeu sim, muito a pena.
Mas... acho que acabou.