quarta-feira, 24 de julho de 2013

Cinematográfica

Faz tempo que não falo sobre minhas considerações sobre filmes. Não que seja de grande relevância, mas eu gosto muito de cinema. Hoje eu coloquei de lado o que eu tinha programado para fazer e assisti à duas obras incríveis que estavam pendentes na minha (infinita) listinha: Django Unchained (Django Livre no brasilerês) e Les Misérables (Os Miseráveis).
Vou falar primeiro d'Os Miseráveis. Com toda a certeza vocês sabem que o filme foi baseado no romance homônimo de Victor Hugo e a adaptação para musical ficou esplendida! (para quem gosta de musicais, como eu). A história composta por uma trama bem densa sendo dividida em três partes: Primeiro quando o protagonista (Jean Valjean) é liberto da prisão, encontra o padre, tem um momento de reflexão, segundo quando ele adota Cosette como filha e passa a viver um novo momento e terceiro, quando sua filha já crescida encontra um amor. Em um cenário de guerra, revolução, mortes, lágrimas, amores não correspondidos, suicídio e reflexões poderosas que refletem fundo na alma da gente, o livro é um grande marco para literatura mundial, sendo que sua história é contemporânea à Revolução Francesa. No filme o elenco é poderoso e carregado de estrelas que soltaram a voz no épico, como Hugh Jackman, Russel Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfield, Helena Bonham Carter entre outros incríveis. Eu chorei boa parte do filme, a história é bem trágica e comovente e nos faz pensar até onde vai a força de um homem para salvar a própria alma, e compreender a linha tênue entre a justiça e a covardia. Realmente inspirador.


Mas, agora vamos sair desse cenário choroso musical e partir para algo mais sangrento e rústico. Django foi o último filme dirigido por Quentin Tarantino (até agora), eu não sei dizer se foi o meu favorito até agora, mas está entre os melhores com certeza. Como nos outros, há muito sangue falso, bizarrices, tiros e lutas e vinganças e "sangue no zói", mas esse em especial pois é um filme no estilo faroeste, com muita poeira, cuspe, escravos e chapéu de caubói. O personagem principal (que dá o nome ao filme e é interpretado por Jamie Foxx) é um ex-escravo que busca vingar-se de seus antigos donos e resgatar sua esposa das mãos de Calvin Candie (o vilão, o malvado, o escravocrata, o Leonardo DiCaprio) com a ajuda do homem que o libertou da escravidão, o caçador de recompensas Dr. King Schultz (quem interpreta é Christoph Waltz, que recentemente interpretou o Algust no filme Água Para Elefante, baseado no livro homônimo escrito por Sara Gruen). Django não deixa a desejar, se tratando de um filme de Tarantino, se você já assistiu Kill Bill e é fã como eu, sabe do que estou falando! Filmes com trilhas sonoras incríveis (que vai de Ennio Morricone à batidas profundas do RAP americano), focalizações engraçadas, sangue jorrando, roupas meticulosamente bem feitas, cenários muito bem capturados... enfim, pura piração.



Que pena que as férias estão acabando, acho que vou aproveitar os últimos momentos assistindo filmes e lendo um pouco... porque já fiz de tudo um pouco, tá na hora de relaxar, né? Vamos ao cinema amanhã? Quero assistir Meu Malvado Favorito 2, eu adorei o 1 e só tenho ouvido coisas boas a respeito da continuação.