quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pintando o meu sete

Sete vezes repito para mim mesma, num silêncio externo absurdo que chega a ser falta de educação da natureza não me enviar um passarinho de trilha sonora ou coisa do tipo. Sete vezes respiro, e inspiro, me inspiro. Sete vezes olho ao meu redor e procuro sinais, procuro futuro, passado, presente, procuro no fundo da minha mente. Algo que iluda, que me faça ser translúcida e me faz dançar e rir e chorar e rir de novo e de novo e de novo...
Quanta poesia num só número, quanto sete, sexy, semi, seixos, seiva, sei lá... Setembro.
Queria um futuro novo, com cheiro familiar e casa pequena. Com grama, gato e cachorro, criança no colo, café no fogo, bolo, vento, planta, porta-retrato, filme, abraço, harmonia. Quero. Eu quero.
Tenho tanto a escrever, a desenhar, a ler e conhecer, convencer, conversar. Tenho onze razões para sorrir, para refletir, aprender, sonhar, você tem também? Onze vidas, onze dias, onze horas, onze anos, onze meses, sete mais quatro, dez mais um, nove mais dois, seis mais cinco. Quanta matemática temos. Temos tão pouco, mas com tão pouco tempo o "tão", então temos "tanto", temos tudo e todo o tempo do mundo dentro de únicos, meigos, e felizes... sete e onze!
Obrigada.