segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Bem-aventurados os que choram, pois deles é o Reino dos Céus;

O mundo odeia você e as suas preferências. Não te deixam escolher nem o seu corte de cabelo. Não te permite abrir a boca para gritar a injustiça. O mundo odeia que você entre em contato com a verdade da alma e a boa natureza humana. O mundo diz que o respeito é coisa de gente grande e não de mesquinhos e pequenos como nós, cidadãos comuns.
A mulher não fala, o pobre não come, o negro não estuda. Mas quem tem dinheiro tem Deus e Deus está onde eles estão e não onde eu estou. Deixem-me ao menos chorar minhas perdas, minhas dores, meus complexos de quase felicidade plena. De agora em diante sou eu e eu mesma, na luta em busca da glória que foi prometida. Na busca das “bem-aventuranças”.
Vocês pensam que sabem, mas a verdade é mais do que está escrito, quem sabe mais não é quem tem mais, mas sim quem sabe que não sabe tudo. Quem dera poder aprender, quem dera poder ensinar, quem dera... Quem dera o mundo não fosse hipócrita e medíocre. Quem dera fossem as pessoas, todas elas, felizes e não se importassem com a felicidade alheia.
Deixem-me com meus grilhões e vão viver suas falsas liberdades. Eu choro não é pela perda, mas pela maldade. Pela mentira destilada, pela discórdia plantada. Pelo mal causado a quem busca o bem e quem tenta ser do bem. O mal está aqui do meu lado me dizendo que se eu não me deixar abater, ele mesmo me atirará a primeira pedra... Mas eu avisei ao mal: não sou de plástico, nem de vidro, nem de matéria bruta e maleável, sou pedra forjada, esculpida e lapidada em material resistente e divino que não derrete na primeira chama.
Foi a grandeza da minha alma que me fez acordar hoje, foi o que eu aprendi que me fez acordar de bom humor. Quem dera aprendessem todos os seres humanos essas coisas da alma e deixassem de aprender as coisas erradas, nos lugares errados, com as pessoas erradas. Quem tem o ensinamento mais puro é a natureza e nela vou me apegar, para ela vou servir e nela vou me inspirar.

Ademais, sei que não sentirão minha falta, nem quem eu esperava lembrou-se de mim. Então é melhor me salvaguardar no silêncio e no esquecimento do mundo... Pois assim eu sigo vivendo bem mais tranquila e quem sabe até mais: feliz.