terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Déjà vu

Estranha a intimidade daquelas...
mal se conhecem
desconhecidas desde tanto tempo atrás
ou será que errei?
Me parece que se conhecem
desde o carnaval passado,
ou infância, não sei.
Me parece que elas choram,
longe
perto
quanto tempo passa
enquanto o tempo passa.
As pernas em brasa se entrelaçam
e suas mães cospem fogo
e as cabeças batem entre si e
os abraços demoram a soltar
e os beijos tornam-se mais frios
e os olhos custam a se fechar
e os dedos custam a sair
de dentro, e quando é por dentro
o meu calcanhar implora.
Não falo sandices, não agora
Eu penso que ao escrever
elas se permitirão sentir
e moças vão se divertir
e os cães voltam a ladrar
macacos voltam a gritar
pastores voltar a vigiar
os terços rezados por debaixo do altar
enroscam,
junto com as pernas
abertas
delas
que quentes, molham
as páginas sebosas
Daqueles livros descarados.
Que sarro,
até parece que já vi essa cena
Chamam isso de...